Pipoca - A Freira


James Wan (Jogos Mortais, Velozes e Furiosos 8, Aquaman, Sobrenatural), um dos diretores que eu mais gosto nessa vida, criou um universo de terror bem interessante. Com o filme Invocação do Mal como ponta pé inicial da franquia, o diretor conseguiu trabalhar e desenvolver um dos filmes de terror mais divertido que eu já havia assistido. Tudo que ele dirige é satisfatório e empolgante. É uma pena que os filmes derivados da franquia Invocação do Mal não seja tão bons assim. Parece que perdem a mão quando não é o James que dirige.

Dessa vez James Wan produziu e também fez o roteiro do filme A Freira junto com Gary Dauberman. E infelizmente, não tiveram tanto sucesso como eu esperava. E o diretor Corin Hardy não me surpreendeu. Logo explico.

A Freira conta a história de um padre (Demián Bichir) e uma freira (Taissa Farmiga) que partem para uma área montanhosa em um convento na Romênia para investigar o suicídio de uma Freira. Ambientado nos anos 50 o filme consegue te cativar pelo clima e pela apresentação das personagens.

Taissa Farmiga, com seu jeito doce, não conseguiu me cativar na personagem. Já o seu parceiro em cena, Demián Bichir, muito menos.

O filme possui muito Jump Scare que são artifícios de sustos utilizados para que você literalmente pule da cadeira. No inicio esses sustos unidos com a narrativa do filme funcionavam muito bem, mas quando o filme não desenvolvia sua história e muito menos as personagens os sustos começaram a ser repetitivos e sem motivo. Isso me cansou muito até o final.

Com uma bela ideia nas mãos, a execução do filme não foi como eu esperava. Alias, se tirarmos os elementos de suspense e sustos e acrescentarmos mais ação, o filme ia funcionar muito mais. Teve momentos que eu ficava olhando para o filme e pensando como ele seria mais divertido se assumisse seu lado de ação ao invés de filme de terror. Me lembrou muito Indiana Jones por causa das relíquias, dos lugares em ruínas e das histórias de aventura.

Enfim, o filme não superou minhas expectativas. Ele não tem a história e nem a carga dramática como os outros da franquia de Invocação do Mal tiveram e muito menos a diversão no ponto que eu esperava. Nem mesmo a cadeira D-Box e a tecnologia X-D do Cinemark aumentaram a diversão.

Vale a pena assistir só para acompanhar o universo de James Wan, mas nem de longe é uma obra tão divertida como Invocação do Mal ou até mesmo Sobrenatural que são fantásticos, dá medo e divertem.

E vocês, o que acharam do filme? Deixe seu comentário e sua experiência.

Até a próxima!

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