Visita - Escola Luiz Leite em Amparo



No inicio de agosto fiz uma visita ao projeto InformAção, no colégio Coriolano Brugos, convidado pela professora Marília Galera. E lá, com muita alegria, conduzi uma aula bacana sobre escrita criativa aos alunos do projeto. Olhinhos brilhando, atenção redobrada, e consegui efetivamente aquilo que eu fui fazer: Cativar os alunos à escrita. Ensinar escrita criativa foi um complemento que a professora Marília programou para os alunos e assim ajudar nas aulas de redação com os textos dissertativos. Foi divertido e amei estar com os alunos.

Poucas semanas após a palestra no colégio, o Professor Edi Emerson da escola Luiz Leite, que foi meu professor de português na escola Noedir Mazzine na quinta, sexta e sétima série (1996, 1997 e 1998 respectivamente), me convidou para um bate papo com os alunos do sexto ano da escola aqui em Amparo/SP.


Junto com Professora e escritora Maria José Tafner Pace conversamos sobre os nossos projetos, o processo de um livro, o incentivo a leitura, sobre pesquisa e contamos um pouco sobre nossas experiências com publicação.

Mais uma vez eu pude perceber aqueles olhinhos brilhando e o interesse sobre escrita e leitura se desenvolvendo dentro daquelas cabecinhas jovens e inocentes.

Maria José, com todos os seus trabalhos biográficos maravilhosos, encantou as crianças com a forma como conduziu as pesquisas e as informações, trazendo para os leitores histórias de famílias e lugares que teriam sido esquecidos se não fosse por esse excelente trabalho.

Fomos metralhados por perguntas e mais perguntas. O interesse dos alunos quanto às histórias e os nossos trabalhos superou minhas expectativas. Em um Brasil que não dá um melhor incentivo para qualquer tipo de arte e cultura, eu não esperava o magnífico interesses desses alunos. Isso, para mim, demonstrou como é possível trazer a arte e a cultura para mais perto das crianças e muito mais, mostrou como é possível que elas se interessem e busquem por leitura e escrita. Claro, isso não seria possível se não tivesse por trás desses alunos o professor Edi Emerson que plantou uma semente em cada um desses alunos. Nós, como escritores, regamos essa sementinha esperando que daqui há alguns anos se transformem em belas árvores com frutos inimagináveis.

Na sexta série, o professor Edi trabalhava com a língua portuguesa de uma forma majestosa. Além das melhores aulas sobre gramática, o professor desenvolvia com a gente a literatura. Os livros eram divertidos e nos conectava com a nossa condição de pré-adolescentes. Livros como a coleção Vaga-Lume, Para Gostar de Ler, entre outras obras literárias eram trabalhadas em classe seriamente. Os assuntos sociais e importantes ao aprendizado eram tratados com o professor de uma forma divertida. Além disso lembro-me que o professor nos ensinava diversos outros formatos como Jornalismo. Fizemos trabalhos como se fôssemos de uma edição de um telejornal. Tudo conduzido por um professor preocupado na formação do aluno para a vida e não somente para os vestibulares. E posso dizer que o professor foi muito além disso, para incentivar mais ainda a leitura o professor nos colocou no outro lado do papel. Na sexta séria somente o contato como leitores era nos apresentado. Então aprendíamos a interpretação de texto, a ler corretamente e a resumir tudo aquilo que aprendemos nas histórias. Eis então que o professo vem com um dos melhores trabalhos. O professor começou a nos dar aula de livro. O que isso quer dizer? Quer dizer que o professor nos ensinava tudo sobre as partes de um livro. Sobre índice, sobre glossário, sobre prefácio, apresentação e história. Afinal, nosso trabalho final era desenvolver um livro. Sim, um livro em narrativa longa. O professor fez a classe inteira produzir um livro. Nos dividimos em grupo e trabalhamos no bendito durante o ano todo. Sem muita ajuda de computadores e internet os alunos foram capazes, com o auxilio do professor, a desenvolver o próprio livro, e estar do outro lado da moeda. E foi isso que me incentivou a escrever, a me tornar escritor.

Estou dividindo esse relato para dizer que tive uma grata surpresa ao descobrir que o professor estava fazendo algo parecido com os alunos do Luiz Leite, mas de uma forma mais coletiva. O professor juntou textos dos alunos e os inseriu em um livro ao projeto No Caminho das Letras que se encontra, até o momento dessa matéria, em sua quarta edição.

Eu fiquei muito emocionado com a proposta do professor. Tive a certeza que aqueles alunos do sexto ano seriam guiados de forma magnífica pelo mesmo professor que me guiou à esse maravilhoso caminho da escrita.

No final da palestra ganhamos flores e muitos abraços desses pequenos, ávidos por aprender.

Depois da palestra, eu tentei ir embora, mas as perguntas não tinham acabado ainda. Os alunos vieram correndo pedir informação, queriam ver as antologias que eu participei e ficaram interessados nas minhas histórias. Teve aluno que me abraçou, teve aluno que queria ler tudo naquela hora, foi maravilhoso. Além disso, os alunos que organizaram tudo e após a palestra reorganizaram para os alunos que entrariam no recreio. Tudo muito organizado entre eles, o professor não precisou chamar atenção para nada, todos organizaram de forma exemplar.

Parabenizo os alunos pela disciplina e pelo carinho qual nos receberam.

Sentirei falta desses pequenos que tanto me bombardearam com suas perguntas e suas vontades de ler e escrever. O carinho com a gente foi inexplicável. Parabéns aos pais e familiares que ajudam na criação dessas crianças.

Obrigado à direção do colégio Luiz Leite e ao professor Edi Emerson de Souza que proporcionaram esse pedacinho de felicidade.

Para os alunos que pediram meus textos e livro para ler, digo-lhes que logo o projeto "Crescer Criança" estará no meu site. E lá vocês poderão assistir a vídeos educacionais, ler meus contos e também aprender como se faz.

GALERA DO SEXTO ANO DO LUIZ LEITE, MUITO OBRIGADO POR TUDO! ESPERO VOCÊS SEMPRE POR AQUI!

GRANDE ABRAÇO!



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